Enigmas da mente

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Eu queria viver a vida, mas não consigo porque me preocupo em entender o que é a vida. Ninguém se preocupa em o que é o amor ou a raiva, a dor ou a alegria, a incerteza ou a certeza, a timidez ou a alegria de ser extrovertido, mas eu, ao contrário de todos, ou como acredito ser, penso nisso o tempo inteiro em todo o lugar. Basta eu me silenciar para que os pensamentos que se refugiavam na minha mente comecem a se manifestar em busca de atenção no meu intelecto. De certa forma, esses pensamentos e possíveis teorias tomam minha atenção, mas me sinto completamente frustrada por não conseguir apresentar suporte intelectual para que esses pensamentos sejam conceituados por minha pessoa de forma concreta.
Talvez eu devesse apelar para o uso empírico do pensamento, para que eu passasse a viver experiências a respeito dos meus pensamentos ou invés de apenas permitir que estes venham tomar o espaço total da minha mente. Esse egocentrismo dos pensamentos no meu cérebro domina tudo o quanto eu tenho sobre consciência e me alcança o poder de me transportar como se fosse a magia de um livro bem detalhado e escrito.
            Não sei porque penso assim. Como sempre digo a mim mesma, o termo não sei se tornou o slogan da minha vida, pois se tornou muito comum eu usar o termo “não sei” ao final de qualquer coisa que eu alegue ou tente afirmar.
            O pior de pensar desta maneira além e distraída é o fato de eu não encontrar ninguém que pense como eu. Não se trata de nada. Talvez seja questão de personalidade ou até mesmo o simples fato dessas pessoas  conseguirem viver a vida, ao contrário de mim, que tento entende-lá. 

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